Rui Costa estuda colocar Jaques Wagner em função atrelada à cúpula do Palácio de Ondina

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Probabilidade ganhou forma com o crescimento no nível de insatisfação dentro da base aliada

Mestre-sala

O governador Rui Costa (PT) estuda a possibilidade de colocar o ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner em uma nova função atrelada à cúpula do Palácio de Ondina. Inicialmente, a ideia é ter Wagner como interlocutor direto do governo junto aos movimentos sociais e a classe política. A probabilidade ganhou forma com o crescimento no nível de insatisfação dentro da base aliada e dos sinais de desmobilização entre grupos que representam a maior fatia da militância petista, como sindicatos e ONGs. “Rui é considerado gestor de perfil técnico, mas que governa com um corpo político, enquanto Wagner era gestor político que administrava com time técnico. Daí a importância de ter alguém hábil para preencher essa lacuna”, diz um dos principais auxiliares do governador. No entanto, o futuro cargo do ex-ministro permanece no campo das hipóteses. A princípio, estão fora da pauta a Fundação Luís Eduardo Magalhães e as secretarias de Relações Institucionais e da Casa Civil,  respectivamente, comandadas por Jones Carvalho, Josias Gomes e Bruno Dauster.

Posição de estátua
A pedido do prefeito ACM Neto (DEM), lideranças da bancada de oposição na Assembleia Legislativa suspenderam as negociações sobre a disputa pela presidência da Casa. As articulações só serão reiniciadas a partir de novembro, após o democrata retornar da viagem de dez dias ao exterior. Até lá, os 21 deputados estaduais do DEM, PSDB, PMDB, PRB, PPS, PV e PSC foram orientados a aguardar três movimentos: o do PT, do atual presidente, Marcelo Nilo (PSL)  e, sobretudo, dos partidos que fazem parte do arco governista, mas que têm alianças com os oposicionistas em várias cidades do interior. Caso do PP e do PSD, que somam 13 parlamentares.

Sem sentido
O núcleo-duro da campanha de Herzém Gusmão (PMDB) colocou a lupa em torno de uma nova pesquisa sobre o segundo turno em Vitória da Conquista, registrada anteontem no Tribunal Superior Eleitoral. Tanto o contratante quanto o responsável pelo levantamento são os mesmos: o Instituto Veritá, que disse ter pago R$ 32 mil para ele próprio fazer a sondagem. Sediado em Uberlândia, Triângulo Mineiro, o Veritá costuma realizar sondagens nas quais atribui a si como fonte pagadora.  Prática é incomum nesse mercado, mas prevista em lei.  Numa pesquisa anterior, encomendada pelo site Bocão News ao instituto Painel Brasil, Herzém aparece com 65,29% dos votos válidos, contra 34,71% de Zé Raimundo (PT).

Tropa escolar
Subiu para 19 o número de unidades educacionais da Bahia ocupadas em protesto contra a PEC do Teto de Gastos, a MP do Ensino Médio e o projeto de lei  da Escola sem Partido. O balanço foi enviado à coluna  pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). No total, sete são do Ifba – Catu, Santa Inês, Governador Mangabeira, Paulo Afonso, Vitória da Conquista e Ilhéus.

Frente universitária
As outras 12 unidades ocupadas na Bahia, apontou o balanço dos líderes da Ubes, são universidades. Da Uneb,  o movimento está em cinco campi – Salvador, Juazeiro, Santo Antônio de Jesus, Guanambi e Jacobina. Também integram a lista a UFRB em Cruz das Almas, Cachoeira, Santo Amaro, Feira de Santana, Amargosa, Santo Antônio de Jesus e a Univasf em Senhor do Bonfim.

Pílulas
Pé atrás: Os políticos baianos estão cautelosos em conversas em grupo pelo WhatsApp, após a apreensão do celular do ex-deputado preso Eduardo Cunha, que integrava a turma da bancada do PMDB e terá seus papos revirados pela PF. Fonte: Correio da Bahia

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