“Neto achou que era o avô, mas ainda tem que ralar muito” disse Jaques Wagner

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Um dia após a vitória nas urnas de RUI COSTA (PT), com 54% dos votos válidos, o governador Jaques Wagner alfinetou a oposição – principalmente a influência do prefeito ACM Neto na candidatura de Paulo Souto (DEM) – e apontou os principais erros na disputa eleitoral.

“O prefeito achou que já era o avô, mas vai demorar para ele chegar até lá. Não que ele não mereça, mas tem que ‘ralar ‘ muito ainda. Supervalorizaram a campanha, que parecia ser a dele para 2016. A impressão era que o candidato a governador era coadjuvante”, disse Wagner na manhã desta segunda-feira, 6, em entrevista ao programa Que Venha o Povo, da TV Aratu.

Na ocasião, o governador comparou ainda seus oitos anos de mandato com a gestão de Paulo Souto (DEM) e destacou que a escolha do democrata para o pleito foi um erro. Segundo ele, seria mais difícil enfrentar Geddel Vieira Lima, que “não tinha esse peso de oito anos de governo menos eficiente do que o nosso”, do que Souto, já marcado pelos erros cometidos no passado.

Wagner destacou ainda a vitória de Rui nos três maiores colégios eleitorais da Bahia – Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista – e a diferença de mais de um milhão de votos entre o vencedor e o segundo colocado. Um levantamento feito pelo pelo portal A Tarde, aponta que o Partido dos Trabalhadores (PT) obteve a vitória em 13 dos 20 maiores colégios eleitorais do estado. Além dos já citados, estão entre eles os municípios de Paulo Afonso, Santo Antônio de Jesus e Ilhéus.

Apoio de Lídice

O senador eleito Otto, que também participou do programa, ressaltou a coesão do partido como importante fator para o resultado positivo nas urnas. O próximo passo após a vitória, segundo ele, é buscar o apoio da senadora Lídice da Mata.

“Vamos trabalhar na base primeiro. A senadora Lídice é uma amiga nossa, trabalhou na campanha de 2010. Não se pode esquecer da sua figura política. Estamos em lados opostos agora, mas vamos conversar com ela”, revelou.

Antes da posse da nova gestão, no entanto, Wagner espera obter o apoio de Lídice para o segundo turno das eleições presidenciais, quando Dilma Roussef (PT) enfrenta Aécio Neves (PSDB).

“Quero crer que Lídice tenha mais proximidade com nossa caminhada do que com a do PSDB, não só política, como de vida. Agora é hora de olhar para frente, pois não tenho dúvida que Dilma representa o que há de mais consistente para o futuro do Brasil”, afirmou.

Reforma política

Se Dilma for reeleita à presidência, Wagner deve ser convidado a assumir algum ministério, como ele mesmo acredita. E a luta pela reforma política será uma de suas prioridades. “Ninguém suporta mais a democracia brasileira, nem eleições de dois em dois anos. Todos os que disputaram o voto sabem que o processo não está bom”, completou.

 

FOTO: DIVULGAÇÃO/FONTE A TARDE

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