“Ele já me observava” diz Cahê Rodrigues sobre sequestrador

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Nesta segunda-feira, 27, completa uma semana que o carnavalesco Cahê Rodrigues sofreu uma tentativa de sequestro seguido por um assalto nas imediações da Cidade do Samba, localizada no bairro da Gamboa, Zona Portuária do Rio.  Cahê revelou que houve uma terceira vítima do bandido e que o mesmo teria confessado para essa vítima que já o perseguia antes de cometer o crime.

“A terceira vítima que ele rendeu em Caxias disse que várias vezes no carro ele falou que estava me cercando, que estava me observando há um tempo”, afirmou Cahê. Ao todo o bandido, que está foragido, teria feito mais duas vítimas: um motoqueiro que foi abordado após o incidente com Cahê e conduziu o homem até Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e uma terceira vítima que foi assaltada também em Caxias.

Segundo Cahê, ele estava indo trabalhar normalmente, na segunda-feira, 21 de outubro, no barracão da Imperatriz, que fica na Cidade do Samba, quando foi abordado pelo marginal ainda na rua:

“Chegando para trabalhar na Cidade do Samba, parei no sinal de trânsito em frente ao cemitério e o cara me abordou pelo lado do motorista com a arma já batendo no vidro. Ele mandou eu passar para o outro lado. Fui dando a minha carteira, fui dando tudo achando que ele queria me roubar como se fosse um assalto normal, mas ele queria entrar no carro. Passei para o banco do carona, ele sentou no banco do motorista.

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Como o carro era automático, ele não conseguiu dirigir. Ele tentou, mas o carro bateu em um onibus e quando isso aconteceu ele se desesperou. Foi então que ele mandou eu voltar para o volante e quando eu voltei para o volante ele foi para o banco de trás e colocou a arma nas minhas costas. Ele gritava muito e me pedia para tirar o carro dali. Dei uma ré e joguei o carro na contramão para sair. Ele queria seguir pela Avenida Brasil e dizia alto que iria me matar. Quando eu peguei a pista da Binário, olhei pelo retrovisor e ele estava com a arma na minha cabeça. Fiquei descontrolado. Foi então que perdi a direção e bati no portão da Cidade do Samba”, relembrou.

No momento em que Cahê perdeu o controle da direção, duas pessoas acabram sendo atropeladas. Um bombeiro da brigada de incêndio da Beija-Flor de Nilópolis não resistiu aos ferimentos e teve a perna amputada: “Ainda não visitei eles e nem os familiares. Nesta semana quero fazer isso, mas preciso melhorar um pouco. Ainda estou muito machucado”, comentou Cahê que teve queimaduras e cortes pelo corpo e rosto.

Cahê  Rodrigues ganhou uma licença médica de cinco dias dias, podendo ser estendida. Apesar dos ferimentos, ele decidiu se apresentar aos componentes da Imperatriz, durante a festa que apresentou os protótipos das fantasias para 2015.

“Não vou ficar tocando no assunto, todo mundo acompanhou o que aconteceu comigo nesta semana. Está sendo difícil, mas acredito em um deus capaz de tudo e a mão dele estava ali. Ele me tirou do pior. Estou aqui hoje com vocês para dividir a minha alegria e voltar a falar sobre carnaval depois desse episódio que eu passei e quero esquecer”, discursou ele, que foi ovacionado pela comunidade de Ramos, bairro onde fica a agremiação.



Fonte e (Foto: Roberto Teixeira/EGO)

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