Barrichello leva o título da Stock Car e quebra jejum de 23 anos

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A última vez que Rubinho tinha levado um campeonato foi em 1991, ainda na Fórmula 3 inglesa

Rubens Barrichello pôde finalmente dar seu grito de campeão. Largando na pole position no GP de Curitiba, o piloto precisava apenas chegar em quarto para garantir o título da Stock Car 2014. Fez melhor: cruzou a linha em terceiro. E, assim, quebrou jejum de nada menos do que 23 anos sem erguer uma taça.

A última vez que Rubinho tinha levado um campeonato foi em 1991, ainda na Fórmula 3 inglesa. A vitória da corrida paranaense, no domingo (30), foi de Daniel Serra, que não tinha mais grandes pretensões no ano. Átila Abreu, maior concorrente de Barrichello, ficou com a segunda colocação, além do vice-campeonato.

“Eu só tenho que agradecer por todo ano, por todo apoio da equipe, da família e por todos vocês que estiveram comigo nessa conquista”, discursou o campeão de 42 anos.

“A gente começou o ano bem difícil, quando o carro não estava como queríamos, mas, com todo o empenho da Medley Full Time e do Mau Mau (Maurício Ferreira, chefe da equipe), conseguimos dar a virada assim que fizemos a pole e vencemos a Corrida do Milhão. Naquele momento (em agosto), nós comprovamos que tínhamos condições de brigar pelo campeonato”, declarou Rubinho.

A corrida
O início da prova afetou Barrichello. Nas primeiras voltas, o brasileiro se deparou com uma mancha de óleo na pista e caiu para o quarto lugar – limite que ainda garantia o título. O mesmo problema foi pior para Thiago Camilo, que perdeu o controle do carro, teve que largar a corrida e as chances de vitória.

Daniel Serra e Allam Khodair, que estavam na ponta, foram para os boxes, deixando Átila na briga. Rubinho também fez uma parada e retornou em quinto. Abreu adiou ao máximo o pit stop, mas acabou indo a 12 minutos do fim.

Quando voltou, encontrou Serra na frente. Barrichello garantiu o terceiro lugar logo após Antonio Pizzonia entrar nos boxes. Assim, chegou aos 234 pontos, contra 223,5 do vice-campeão Átila Abreu.

“O Rubinho fez um excelente trabalho e mereceu ser campeão. Ser vice atrás dele é um mérito para mim, pois é um dos melhores pilotos que o Brasil já teve na história do automobilismo”, elogiou Átila.

Rubinho comemora taça após polêmicas na Fórmula 1

Com o GP de Curitiba, Rubens Barrichello garantiu seu primeiro título após a Fórmula 3 inglesa, em 1991. De lá para cá, o piloto havia passado pela F-3000, Fórmula 1 e Indy, sem levar um campeonato.

A F-1, aliás, rendeu a Rubinho a fama de ‘sombra’ de Michael Schumacher, companheiro de Ferrari entre 2000 e 2006. No Grande Prêmio da Áustria, em 2001, o brasileiro foi ordenado pela equipe a ceder sua posição para o alemão, caindo de segundo para terceiro na corrida.

No ano seguinte e no mesmo GP, “déja vu”. A prova era em 12 de maio, Dia das Mães, e Barrichello tinha tudo para subir ao local mais alto do pódio. Cléber Machado, narrador da Globo, gritava “hoje não, hoje não”, que Rubinho não ia deixar Schumacher passar.

Mas veio a ordem, novamente, da Ferrari. E a narração de Cléber se transformou em “hoje sim, hoje sim”, ao notar que o brasileiro ia cumpri-la mais uma vez. Rubinho saiu da F-1 no início de 2012, após disputar 326 GPs.

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